Hoje tudo me pareceu tão real outra vez. Ouvir o seu riso quando o meu coração está em verdadeira sintonia com ele é pura magia. É como se o mundo injusto, cruel e cinzento que conhecemos se tornasse no mundo descrito em livros para crianças (para ti, e para mim) onde tudo é fácil, onde tudo corre bem, onde o princípe acaba sempre por voltar para a princesa que ama, mesmo que toda a gente esteja contra, mesmo que o mundo todo esteja contra...
É incrível como um telefonema de dez minutos pode arruinar a minha capacidade de controlo. Deixei de me conseguir controlar e na minha cabeça só já passavam imagens de um labirinto sem saídas, um parque, uma noite, um colo... É sem intenção (consciente) que me lembro de tudo isto, de tudo o que tornámos real, meu amor.
Eu tenho umas saudades tuas que, sinceramente, já não sei que lhes fazer. Não consigo torná-las menos presentes. Porquê? Porque, realmente, se já fazes parte de mim, tudo aquilo que és e tudo aquilo que fomos está aqui, sempre comigo, todos os dias e a toda a hora. Não te posso arrancar de mim, não posso, desculpa. Iria "sangrar" mais ainda... Mais não, já dói bastante, e eu tenho-me aguentado por ti e para ti, para me teres sempre "inteira" e disponível.
Sinceramente, acho que, nesta altura já devia escrever sobre força e ter força e mil e uma maneiras de arranjar força (talvez se fizer um peditório...). No entanto, se escrevesse isso, estaria a mentir. Não é nada disso que sinto ou que vivo. Ainda estou numa fase mais atrasada, onde tudo ainda está fresco, onde a ferida ainda está aberta, onde o corte ainda está em sangue...
Duvido que tudo volte (exactamente) ao normal, duvido. Mas apesar de tudo e de todas as consequências que poderão advir da minha decisão de continuar aqui, vou manter-me de pé - posso não me aguentar sozinha, mas tenho a certeza que terei pelo menos uma mão que me vai segurar sempre.
1 comentário:
essa mão é a minha? :$ .
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