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"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos."

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Novo blogue, visto que este se passou: http://foolosophy2.blogspot.com


6/7/10
Sinceramente faz-me falta escrever. Foi esta a melhor maneira que arranjei para expulsar todo o bem e mal que crescem dentro de mim e que por vezes incomodam. Escrever torna este processo de expulsão muito mais fácil e rápido. Por vezes tenho tanto para dizer que não sei por onde começar; outras vezes uma palavra basta para explicar tudo aquilo que sinto. Nunca é igual. Os dias não são iguais. E aos escrevermos sobre cada dia, cada hora da nossa vida, a diferença será bem marcada entre todas as frases. Existem fases, diferentes, iguais, parecidas, que preenchem as nossas semanas e fazem delas únicas.
Já escrevi em alturas menos boas da vida, alturas em que as frases são acompanhadas de lágrimas e tristeza. Alturas que nos marcam para sempre, quer queiramos ou não. É inevitável que assim aconteça; faz parte do ser humano a sua capacidade de memorizar sentimentos e de tatuar o corpo com acontecimentos que fizeram sofrer, ou que fizeram rejubilar de alegria.
Contrariamente ao normal, penso, para mim é bem mais fácil escrever quando o assunto é mau, quando magoa, quando falado dói ainda mais. Ao escrever tudo aquilo que sinto a leveza volta e a cabeça descansa e esquece por uns momentos o que tanto faz arder o coração. Quando os dias e os meses se afiguram realmente bons e cheios de sorrisos e beijos e provas de amor, as palavras não surgem. Muitas foram ditas ao ouvido, foram suspiradas entre abraçados e beijos. Deve ser por isso que ultimamente mal tenho escrito… É bom. E não me importo de abdicar de escrever se puder passar o resto da vida assim.

7/7/10
Acho nunca te cheguei a dizer isto e por isso, parece-me que ainda não te apercebeste que esta foi e sempre será a perspectiva pela qual eu vejo tudo o que aconteceu connosco. Escrevi isto para ti há muito tempo. “Tu vives em mim por tudo o que representaste de bom e que foste de mau. E, no entanto, não tenho por ti nenhum sentimento de raiva, de tristeza ou de desejo de esquecimento por todas as desilusões e dissabores que me causaste fui eu que deixei que me fizesses mal e sei melhor do que ninguém que nunca me quiseste magoar.”

8/7/10
Sei de cor a fisiologia do coração. Já o senti pulsar nas mãos. Já o abri e espreitei as suas câmaras. Conheço-lhe as fibras, as ordens nervosas que lhe comandam a cadência e as redes eléctricas que o fazem mexer. Mas não entendo onde nisto tudo entras tu! De que poderes ou influências dispões que o fazes estremecer quando adivinha os teus passos ou de sente o teu cheiro? E que direito tens tu de lhe acelerar o passo em convulsões furiosas? Para isso basta sentir o fervilhar da minha pele ao simples toque da tua. Queria eu compreender o amor... mas este é um lugar estranho, que não se rege por lógica ou pelas leis da física mas por leis de uma química que eu não domino. És dono e senhor das minhas palpitações, das minhas inspirações, expirações e suspiros. Deixei de poder chamar meu ao coração que bate aqui dentro desde que me lembro.

10/7/10
“Com o tempo, vamos percebendo que para ser feliz com outra pessoa, precisamos, em primeiro lugar, de não depender dela. Aprendemos a gostar de nós, a cuidar de nós e, principalmente, a gostar de quem gosta de nós. O segredo não é correr atrás das borboletas, mas sim cuidar do jardim para que elas decidam ir até ele.

11/7/10
É impossível conseguir quebrar esta rotina. Eu preciso de escrever, faz-me falta. Não vou parar por causa de um estúpido “problema técnico” desconhecido.  Já faz parte de mim esta necessidade de à noite, antes de dormir, escrever o que de mais importante sinto. Encaro este acto como uma terapia apesar de ultimamente me terem faltado palavras para exprimir tudo aquilo que tenho sentido. É tão bom, sou tão feliz.
Eu que na minha ignorância pensava já saber o que era a felicidade, pensava já lhe ter tocado, mas não. Nem sequer a tinha cheirado muito menos tinha pressentido a sua presença. Foi um mero engano. Um engano que me custou meses de vida. Felizmente que os consegui recuperar, sim. Tudo agora assumiu contornos realistas, sentidos e reais, sendo isto o mais importante. Só quero que dure…

12/7/10
Não há nada que me faça mais feliz do que ter-te comigo, de mão dada. Poderia dar dez voltas à cidade que não me importava, desde que a companhia se mantivesse e o amor só aumentasse. Sim, porque para um grande amor o espaço vai sempre aumentando.

13/7/10
Não consigo escrever, não me apetece, não consigo. Foi um dia horrível. Não devia ter sido, mas foi. Se não fosses tu meu amor… Amo-te e já são 4.

14/7/10
4 meses perfeitos. Obrigada. Amo-te muito.



É isto. Se te voltares a passar blog, eu juro que arranjo outro. Juro!
Ah e outra coisa. Se te recusares a funcionar e se eu não tiver coragem para arranjar outro talvez me passe e continue a adicionar parvoíces ao último texto de hoje. Yes? Mas vá, orienta-te que eu não quero chatices.
Vou ter que despejar para aqui tudo o que tenho andado a escrever enquanto esta porcaria se lembrou de me trair. Espero que tenhas voltado para ficar.

domingo, 4 de julho de 2010

Ando com vontade de escrever, nem sei bem o quê, mas ando. Só não tenho escrito porque isto não anda a dar; não estou a falar de mim, estou mesmo a falar desta coisa, do blog. Deve estar doente ou qualquer coisa do género. Se for como eu, só fica doente no Verão. Lindo.