A minha foto
"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos."

terça-feira, 29 de junho de 2010

Sou tão estúpida. Fui capaz de estragar o dia perfeito. E qual foi a razão? Medo. Medo de uma coisa que se calhar já aconteceu, medo do que ele pode pensar, medo, muito medo. E parvoíce.
"Para mim, o grande teste da indiferença é se uma pessoa que já foi muito importante na nossa vida entra no messenger e isso não nos faz saltar o coração pela boca. Se já não ficamos ali naquela tensão do "falo-não-falo", se o estômago já não se contorce de ansiedade à espera que a outra pessoa meta conversa connosco, se não ficamos ali a analisar o nick que escolheu, se está no estado ausente ou ocupado. Quando a janelinha com o nome se abre e não estamos nem aí, então é porque a paixão se curou de vez. Caso contrário, se ainda há estremecimentos, palpitações, sensações de desmaio, então é porque a coisa está para durar. Parte boa: há um dia em que vai passar. Quando? Sabe Deus."

sábado, 26 de junho de 2010

É linda.
Gosto muito.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A campainha tocou e as conversas foram cessando e os caminhos tomados, cada um para seu pavilhão. Àquela hora havia sempre uma pequena multidão a tentar entrar, não por gosto, mas por dever. Ela corria. Tinha dormido pouco, um trabalho por melhorar causou-lhe insónias falsas. A apresentação outra dor de cabeça, e a custo tentava desviar-se de todos os que preferem os cinco minutos depois. Mas não conseguiu evitar e bateu nele. Tinha velocidade e rodou sobre sim mesma num rodopio incompleto, faltava-lhe um par para sua dança ser perfeita. Os cabelos, compridos, despentearam-se, e a mala ao tiracolo saiu do seu habitual sítio. Tudo se mexeu. Ele segurou-a. Esperava-a, desejava-a. E agora tinha-a nos seus braços. Olhou-a nos olhos e viu que eram de um castanho tão escuro e puro, quase pintados a óleo. O cabelo escuro ondulado e encaracolado nas pontas estava lindamente desalinhado. Os lábios, com um batom tão suave, apeteciam mordiscar. Toda ela cheirava a baunilha e Verão. Ficou rendido e esqueceu a última conquista que tinha à espera. Esqueceu aquele prazer sem sentimento, vindo de, só mais uma para juntar a uma já extensa colecção. Sentia um calor como nunca tinha sentido, apesar de deitar aquele frio de Inverno pelo nariz e pela boca. As respirações descompassadas, os batimentos incertos, mas tão certos. Acho que o tempo parou. Ali, à porta do pavilhão mais movimentado. Os beijos e abraços da nova aquisição loira dissiparam-se. Ele sentia-se vivo. Com o seu cachecol preto e cinzento, tão de acordo com um tom de pele moreno, quente. Os braços transmitiam uma sensação acolhedora, onde apetecia dormir. Quando voltou a si, ela estava num parque, um tanto ou quanto familiar. Haviam passado horas, e ele desaparecera. Sentia um frio, uma falta de abrigo, de amor. Não conseguiu evitar as tristes, grossas lágrimas que lhe rolaram até aos lábios, foram como que engolidas. Tinha medo. Até que sentiu uma respiração a aproximar-se. Ele. Trazia dois cafés, quentes. Mesmo sem lhes tocar sentiu outra vez o calor reconfortante. Amo-te, ouviu. Queria responder-lhe mas tinha uns lábios presos aos seus. Um beijo, molhado. Mais lágrimas e ele assustou-se. Desculpa, já tenho o meu coração preso a ti há semanas. Vi o teu texto e apaixonei-me. Desde aí tem crescido dentro de mim uma flor. Acho que te pertence. Ela, não conseguiu impedir um sorriso, o mais verdadeiro alguma vez visto. Sentia a flor nascer em si, sabia-o quando olhava aqueles olhos castanhos-verniz. Escrevia e lia, diariamente e sabia que não podia perder um rapaz assim. Abraçou-o. Vamos embora daqui. Quero ver flores e dizer-te de que cor é a que está dentro de mim, disse ela. Agarrou-lhe na mão e foram, pelas ruas fora, lado a lado. Tão independentemente dependentes. 


Dezembro de 2008

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Dei-te o meu às de copas; trata-o bem, por favor. 

quarta-feira, 23 de junho de 2010

E à luz da lua tudo é perfeito. De certeza que também vou gostar de sentir o sol a queimar-me a pele e os teus lábios a queimarem os meus; tenho a certeza que mesmo dentro de água vou sentir um choque eléctrico de cada vez que me tocares, e vai ser tão bom... E vou amar-te ainda mais, não sei se é possível, mas posso tentar.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

"Somos a memória que temos. Sem memória não saberíamos quem somos. Sou um bicho da terra como qualquer ser humano, com qualidades e defeitos, com erros e acertos, deixem-me ficar assim. Com a minha memória, essa que eu sou. Não quero esquecer nada."

José Saramago
Se pudesse ser, e não fosse pedir muito, gostava que não fizesses com que eu gostasse de ti para depois te ires embora. Obrigado.

Junho 2009

sábado, 19 de junho de 2010

Obrigada meu amor, obrigada por tudo.
Ao longo da vida, cruzamo-nos com tantas pessoas e todas elas diferentes entre si. Umas têm mais defeitos que qualidades e outras mais qualidades que defeitos, mas é assim que funciona e é assim a ordem natural das coisas que não podemos controlar. Apenas podemos desejar que algo mude, que algo volte, que algo dure e se mantenha; são simples vontades que podem ou não atingir o seu objectivo final, podem ou não atingir o seu oásis preferido. As diferentes pessoas também têm diferentes tipos de vontades e diferentes maneiras de satisfazer as mesmas. Há quem não olhe a meio para atingir os fins, passando por cima de uns e de outros. Por outro lado, há também aqueles que se tentam realizar não magoando ninguém. Felizmente que há muita gente a tentar ser assim.
Não é fácil tentar ser-se aquilo que não se é, mudar de um dia para o outro, esquecer o que antes foi o nosso passado e presente; esquecemos porque não queremos que se torne no futuro. E porquê? Porque foi mau, porque magoo, matou. São as principais razões para alguém esquecer coisas e pessoas que não foram propícias à manutenção de uma vida boa.
Também não podemos pedir que toda a gente seja ou tente ser como nós. Não podemos pedir que acreditem nos nossos ideais ou que partilhem os nossos ódios. Como referido anteriormente, não há pessoas iguais e ainda bem.
Por fim, há quem consiga preencher os rostos vizinhos de sorrisos, quem consegue fazer de uma noite escura e fria, um dia de sol do mais feliz que pode haver. São estas pessoas que queremos por perto todos os dias e todas as noites, sempre. São estas pessoas que nos fazem bem, que amamos, acima de tudo.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Por muitas portas e janelas que se fechem sei que a tua mão vai estar sempre na minha, dia e noite. És a minha vida. 

terça-feira, 15 de junho de 2010

É a magia com que me vens deixar a casa e me dás um beijo de despedida que me vai conseguir aguentar viva durante estes três dias longe de ti. Sinto-me culpada que assim seja, mas prometo-te, prometo-te mesmo que no fim-de-semana te podes vingar de mim, com todas as tuas forças. Tenho a certeza que vou adorar.

segunda-feira, 14 de junho de 2010




Vão dizer-te, muitas vezes, que isso vai lá com o tempo. Não vais acreditar em nenhuma delas. Vais encolher os ombros por dentro, com a certeza absoluta que ninguém te entende. Que ninguém consegue perceber em quantas tiras está o teu coração rasgado. Na tua cabeça, vais rever tudo. Todos os dias. O que disseste, o que calaste, o que devias ter dito, o que ainda esperas poder dizer, o que ainda esperas poder ouvir. E depois voltarás a ser a pessoa do coração às tiras. A chuva não ajuda. E sei que te sentes como o tempo lá fora. Aliás, têm-me faltado as palavras. Faltam-me sempre, nestas ocasiões. E é por isso que, quase sempre, fico calada. Porque já estive aí e sei que não há palavras milagrosas. Porque sei que cada vez que o telemóvel toca são segundos de esperança infundada. E, depois, desilusão. O pior de tudo é isso. A expectativa. Os dias a passar e não acontece nada. Porque é que não acontece nada? Como é que não acontece nada? As perguntas multiplicam-se e atropelam-se. Há sempre mais perguntas, só não há ninguém para lhes dar resposta. Sei que não te vai apetecer dizer nada. Como sei que te vai apetecer falar, falar, falar, até à exaustão, na tentativa de encontrar alguma explicação que te faça sentido. Sei que não vais querer parar um minuto, para não teres de pensar. (Gostava de não dizer que isto passa com o tempo. Por isso prefiro não dizer nada.)

Setembro 2009

domingo, 13 de junho de 2010

Nunca nada se comparou a isto. Só estou um bocadinho desiludida, mais nada. Já passa. 
3. Não são 3 anos, ainda; são só 3 meses. Para mim e tenho a certeza que para ti também não são só 3 meses. São 3 meses, é diferente, é melhor. São os nossos 3 meses, os que construímos todos os dias e todas as noites. É natural que nem sempre seja fácil - ontem, por exemplo, não foi nada fácil. Quando partilhamos a nossa vida com alguém nem sempre tudo corre de forma perfeita, da forma que nós queríamos. Só com amor, muito amor é que vamos conseguir ultrapassar todos os obstáculos que a vida nos reserva. Acredita que só quero que estes 3 meses se multipliquem em muitos mais. 

Amo-te.

sábado, 12 de junho de 2010

E repito: Não precisa mudar
Vou me adaptar ao seu jeito
Seus costumes, seus defeitos


Amo-te B.
Passam quinze minutos das duas da manhã e acabei de chegar. Foi tão estranho, tão novo para mim... pela negativa. Sinceramente, odiei ver-te assim e eu sem saber o que fazer, visto que nunca tinha passado por uma situação parecida. Nem sei bem explicar o que senti; as lágrimas caíam e eu sem conseguir segurá-las. Desculpa por isso. Senti-me muito triste contigo e principalmente comigo. Agora, neste preciso momento estou diferente. Sinto-me culpada. Recusei-te um beijo, mas acredita que não foi por vontade, foi porque achei que tinha que ser assim. Achei que merecias. Não sei se fiz bem se fiz mal, mas só me fez sentir pior e trouxe as lágrimas de volta. A seguir a ter tomado essa (estúpida) decisão percorri os poucos metros que faltavam para chegar a casa. Aparentemente podia parecer confiante, nem olhei para trás, mas acredita que interiormente pensei em voltar para o pé de ti pelo menos quatro vezes. Desculpa por isso também. E hoje é dia treze. Parabéns pelos três meses meu amor. Sabes que te amo muito. 
É assim que me sinto há quase 3 meses:
Não precisa mudar
Vou me adaptar ao seu jeito
Seus costumes, seus defeitos
Seu ciúme, suas caras
Pra que mudá-las?

Não precisa mudar
Vou saber fazer o seu jogo
Fazer tudo do seu gosto
Sem deixar nenhuma mágoa
Sem cobrar nada

Se eu sei que no final fica tudo bem
A gente se ajeita numa cama pequena
Te faço um poema e te cubro de amor

Então você adormece
Meu coração enobrece
E a gente sempre se esquece
De tudo o que passou


Ivete Sangalo
E esta estou a ouvi-la na rádio e gosto tanto também.
Hoje acordei e apeteceu-me ouvir isto. Adoro. 

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Será que o amor não tem em conta as acções do outro das quais não gostamos por aí além? Podemos dizer que o amor é entre pessoas e não entre gostos, mas sinceramente não concordo muito com isso. Na minha opinião quando duas pessoas se auto-intitulam namorados a tolerância terá que ser a palavra-chave de todos dos dias. No entanto, nem sempre é possível que tal aconteça. E é normal que assim seja visto que ninguém é perfeito e ninguém encaixa perfeitamente na personalidade do outro. Há excepções, por vezes meramente aparentes em que consideramos que duas pessoas foram feitas uma para a outra; qual é a parte real disto? Posso estar a ser muito pouco realista, mas, neste momento é como encaro a essência das relações entre pessoas. É um mundo bastante complexo, devo dizer. Mesmo assim, acho que quem gosta/ama alguém não tem que suportar tudo e mais alguma coisa por amor; deverá, se achar necessário expor as suas próprias ideias e argumentar. Se não for assim poderemos tomar uma relação como sinónimo de censura ou de prisão. As ideias, gostos e vontades pessoais, tal como o nome indica, são pessoais. Mas quem nos impede de partilhá-las com aqueles que amamos? Não é esta partilha que me intriga. É apenas um dos três possíveis resultados da mesma, o desacordo entre os dois. Mesmo com uma forte amizade e um grande amor como base, o confronto de ideias acontece e é saudável que assim seja. Sei que há zangas que duram para sempre e pergunto-me muitas vezes se foi o amor que se acabou ou se foi a teimosia que venceu? Será que actos estúpidos, pouco lógicos, recheados de teimosia podem acabar com um amor/amizade que foi construído/a meticulosamente? Espero sinceramente que não. 

(Tenho medo da primeira zanga.)

terça-feira, 8 de junho de 2010

É amor, não duvides porque eu também não. As provas são dadas todos os dias e por ambos. Sabes que nada me faz mais feliz do que ter-te comigo, dia após dia. Tudo aquilo que já vivemos nestes (quase) três meses serviu para nos provar que somos capazes de tudo, juntos. Muitos meses mais virão, tenho a certeza. Amo-te muito B.

domingo, 6 de junho de 2010

M: Gosto tanto de ver as estrelas, são tão bonitas.
B: És muito mais bonita.
...
B: So, so you think you can tell
Heaven from Hell
Blue skies from pain
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?

Did they get you to trade
Your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold confort for change?
Did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?

How I wish
How I wish you were here
We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl
Year after year
Running over the same old ground
What have we found?
The same old fears
Wish you were here

M: Estou aqui e amo-te muito.
B: Amo-te.
A palavra perfeito tornou-se, para mim, sinónimo de tudo aquilo que és, de tudo aquilo em que te tornaste e de tudo aquilo que me fazes sentir todos os dias e todas as noites. Posso, para alguns, estar a ser exagerada, mas não, na minha opinião é mais que justo considerar-te único e meu. Esta última parte é nova para mim. Por vezes pergunto-me como é que eu te mereço, como? Não sei e tenho medo que um dia descubras uma resposta a esta pergunta; "mas não vamos pensar nisso agora, vá".