Está-se a tornar num hábito começar com uma citação - pelo menos é um bom hábito, digo eu.
Então vá: "Será que ele não dava por aquela corrente eléctrica que se espalhava pelo meu corpo, como se o sangue estivesse condimentado por adrenalina?" É que é verdade. O totó nem se apercebe que cada vez que me dá a mão ou me toca o meu coração dá início à mini-maratona; corre que nem um doido neste pequeno espaço, cheio, e eu que o aguente. Adoro. Sim, adoro sentir isto; a minha temperatura a subir de maneira inconcebível. Pergunto-me todos os dias, como é que é possível? Qual é a magia que usas para me manteres presa a ti? Porque é que cheiras tão bem e me fazes gostar cada dia mais de ti e dos teus braços? Devia ser proibido, a sério. Qualquer dia já me posso considerar uma toxicodependente daquelas que pronto, coitadas, já não há nada a fazer, só dar-lhes o que elas querem, para que morram felizes. Foi uma comparação estranha, mas os sintomas são reais e falo na primeira pessoa. Já tenho saudades de quando me dizes "Amo-te" ao ouvido, de cinco em cinco minutos.

