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"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos."

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Está-se a tornar num hábito começar com uma citação - pelo menos é um bom hábito, digo eu.
Então vá: "Será que ele não dava por aquela corrente eléctrica que se espalhava pelo meu corpo, como se o sangue estivesse condimentado por adrenalina?" É que é verdade. O totó nem se apercebe que cada vez que me dá a mão ou me toca o meu coração dá início à mini-maratona; corre que nem um doido neste pequeno espaço, cheio, e eu que o aguente. Adoro. Sim, adoro sentir isto; a minha temperatura a subir de maneira inconcebível. Pergunto-me todos os dias, como é que é possível? Qual é a magia que usas para me manteres presa a ti? Porque é que cheiras tão bem e me fazes gostar cada dia mais de ti e dos teus braços? Devia ser proibido, a sério. Qualquer dia já me posso considerar uma toxicodependente daquelas que pronto, coitadas, já não há nada a fazer, só dar-lhes o que elas querem, para que morram felizes. Foi uma comparação estranha, mas os sintomas são reais e falo na primeira pessoa. Já tenho saudades de quando me dizes "Amo-te" ao ouvido, de cinco em cinco minutos.
"O registo mudou, mas continua bom na mesma." Hum, que o registo mudou também concordo e fico muito feliz e agradecida por isso; já enjoavam as frases sobre abandono e lágrimas - assim é bem melhor. Quanto à parte de continuar bom surge-me uma pergunta: como é que pode continuar bom se nunca o foi? Vá, força P., estou à espera de uma resposta. Ah, sim, não é fácil. 

quarta-feira, 28 de abril de 2010

" - Ultimamente andas muito simpática e com um grande sorriso. Que se passa que eu ainda não sei?

- Nada mãe, nada." Ou tudo

terça-feira, 27 de abril de 2010

Sinceramente, sou estranha; choro quando não devo; e obrigo pobres inocentes a ouvirem as minhas parvoíces. É que sou mesmo a pessoa mais egoísta que conheço à face da Terra. Às vezes acho que tenho problemas, mas depois, vendo bem as coisas, não são problemas. Não são nada, merecem zero de atenção e zero de preocupação. Nem sequer devia pensar nisso, muito menos escrever sobre isso. 
É triste, mas tem sido uma má semana e eu já nem sei que fazer. Quer dizer, sei. É do género: telemóvel, lista telefónica, B, muito amor e carinho, e em dois minutos substituo as lágrimas por um sorriso.
Sou a maior sortuda do mundo e nem dou valor... Tchi  

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A vida corre-me bem, sim, posso dizer que sim. Ou não. É melhor que isso, muito melhor. Apesar de ser a pior pessoa do mundo em vários níveis, orgulho-me de ser egoísta ao ponto de ser feliz e de tentar fazer-me mais feliz e mais feliz ainda. E como se isto não bastasse, tento atingir níveis de egoísmo mais elevados e faço com que gostem de mim e me dêem muitos beijinhos. Ai, que vou para o inferno. Mas é tão bom. 

E ganhei no ténis João, não há discussão! I love you. 

domingo, 25 de abril de 2010

Sou a pessoa mais feliz do mundo, fora de casa; dentro de casa a história muda, tipo inverte-se. Quando está na hora de vir para casa, de voltar para o mundo menos fixe, pronto, não consigo. Parece que uma força se apodera de mim, das minhas pernas e não me deixa vir. Uma força que quer que eu seja muito feliz.

Sei que já não tenho crédito nenhum para fazer promessas, mas vou fazer só mais uma. Aqui vai: um dia, um dia em que esteja sol, vou fazer uma placagem. Vou!

sábado, 24 de abril de 2010

Ando a escrever cada vez menos. 
(Se calhar até ando rebelde...) Não, não sou rebelde. Só não escrevo porque não quero e porque tenho dias em que me faltam assuntos dignos de ser escritos no meu pseudo-diário. É só isso, mais nada. Entendidos?
Não consegui cumprir a promessa referida anteriormente por dois motivos; primeiro porque precisava urgentemente de tomar banho e porque ia ter ensaio; e quando cheguei do dito ensaio estava um bocado morta, mental e fisicamente, digamos. Está então justificada a falta de ontem. 
Bem, quanto ao livro, foi o melhor. Adorei. Claro que esperava outro desfecho, outras revelações, mas enfim, gostei bastante. E vou voltar a lê-lo, talvez no verão, não sei.
Hoje estou estranha, não me sinto eu e nem sei se isso é possível no mundo real ao qual pertencemos. Mas é a sério. Estou mole, no sentido literal da palavra. E não me apetece mudar. Em vez de ter acordado cedo, devia ter ficado na cama e depois experimentar o sofá e ver séries até ter fome, e depois comia e voltava ao mesmo. Perfect. Mas não pode ser. Ai, é pena. 
Hoje estou cheia de assuntos diferentes, atenção (nenhum verdadeiramente interessante, mas vá). Agora já não é bem um assunto, é mais uma pergunta. Ando rebelde? Já me disseram isto vezes sem conta, mas eu só sinto que estou a crescer, a deixar de ser a Margarida aborrecida de há 16 anos. Não me quero perder, mas quero ser arriscada (o suficiente), coerente, adolescente, quero viver o que há para viver. Isto é ser rebelde? Não. É ser diferente do que eu tenho sido até agora. Mas nem é uma diferença assim tão grande, a sério. Só sinto que agora tem que ser assim. Quando uma pessoa é tão certinha que cumpre as regras afincadamente torna-se previsível e eu não gosto disso, aliás odeio de morte. Não gosto que saibam o que eu estou a pensar, muito menos que antecipem as minhas acções ou frases. Para me irritares, já sabes. Não sou rebelde!, e ponto final. 
Estou a ficar com sono e o meu pijama tem saudades minhas, ah, sim? A minha cama também. Acabou de me chamar agora mesmo. (Eu sei que não tenho graça, mas os desabafos são assim mesmo.)
Obrigada pelos 15 minutos de hoje B, e desculpa ser como sou. 

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Faltam-me pouco menos de cem páginas para acabar um grande livro que promete um grande e revelador final que vai responder a todos os meus pontos de interrogação. Fiz uma pausa na intensiva leitura para lanchar e para poupar os meus olhinhos, coitadinhos. É incrível como não estou com dor de cabeça depois da maratona de quatro horas que já levo. Não é estranho o facto de ler muito, é apenas estranho que o meu corpo (ainda) não se tenha ressentido disso. Gosto, gosto muito. É das melhores coisas do mundo. E com livros assim, uish. Não "comia" livros desde o verão, é verdade. Já tinha saudades; passar páginas, o cheiro de um novo capítulo cheio de parágrafos e histórias que a pouco e pouco nos deixam conhecer o todo. Adoro. 
Estou aqui de contra vontade, a sério. Vou acabá-lo hoje. E quando acabar volto aqui, prometo. 

quinta-feira, 22 de abril de 2010

À bocado, eram 14h35 e estava eu no carro, a fazer a habitual viagem para escola, quando a minha cabeça voou para cinco anos antes. Estava eu no quinto ano. Desde essa altura perdi e ganhei. Perdi muitas amizades, outras apenas de tornaram menos importantes. Mas a tua ficou. Tu foste ficando sempre na minha turma, até este ano, décimo ano. Devido a escolhas e ambições diferentes, ficaste noutra turma. Nada que impedisse a nossa amizade, e não impediu, a principio. O afastamento foi gradual, mas por vezes era reacendido por conversas no messenger, mensagens. Coisas banais. Por vezes até me perguntavas o que tinha saído no teste de matemática. Falávamos pouco, mas falávamos. E eu gostava muito. Sim, tudo se resume a isso: eu gosto muito de ti, e sinto a tua falta. Sinto a falta do teu simples "olá". Agora quando passas por mim mal olhas, ou então emanas revolta, zanga. E isso assusta-me. Tenho saudades do teu antigo eu, a sério que tenho. Cheguei a chamar-te melhor amigo, chegámos a partilhar mais que uma amizade, lembras-te? Está agora a fazer cinco anos.
Tens o meu nome preferido e gostava de voltar a vê-lo na caixa de entrada do meu telemóvel, a sério que gostava. 
Até que ponto é que nos podemos considerar verdadeiramente livres? Qual é o limite concreto entre acções pensadas e acções sentidas, precedidas de sensações que nos impelem num sentido e não noutro? Penso muitas vezes se será possível reflectir sobre sentimentos antes de agirmos consoante a norma. Cheguei à conclusão que não, ou se for possível, é raramente. Após um facto que desperta em nós determinada sensação é quase impossível controlá-la, impedi-la de se expor. Às vezes tenho medo disso, muito medo. Medo de não conseguir aguentar determinada sensação e ser impelida a expor-me perante tudo e todos, seja a bem ou a mal. É timidez, e é medo. O Verão está a chegar e eu tenho medo que seja reflexo do Verão passado, que foi horrível, interiormente foi. Eu bem fingi que estava bem, mas não estava. Agora estou e só quero que isto tudo dure e dure... É tão bom

quarta-feira, 21 de abril de 2010

É difícil, por vezes, conter um "para sempre" que teima em sair. No entanto, tendo em conta a experiência que a vida já me possibilitou, nunca é para sempre, ou quase nunca. Por muito feliz que esteja agora, por muito estável que tudo me pareça, não gosto de dizer que é "para sempre". É estar a desafiar o futuro. Não sei como vai ser o dia de amanhã - só faço uma pequena ideia, não posso ter certezas, - quanto mais como vai ser o resto da minha vida. É apenas por esta simples razão que nunca te disse que isto vai ser "para sempre".

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Ai, e com todo o respeito à professora de Biologia e ao motivo que a fez faltar, as tardes de segunda (e a outras todas) deviam ser sempre assim. 
Demos a volta ao azar (13) e agora somos os mais felizes do mundo. 
Hoje, devido a essa tamanha felicidade que me corre nas veias há já um mês e uns dias cheguei a um cesto de basket. Sim, eu. Tenho 1,65 obrigada. Sou muita fixe (e parva). E feliz, muito feliz. 

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Às vezes pergunto-me como foi possível deixar que isto acontecesse (outra vez)? Eu tinha prometido, com a mão direita, prometi, sem figas e prometi. E falhei. Falhei tão redondamente que até me atrapalho com a minha falta de participação nas promessas pessoais. Não, não estou arrependida. Desta vez até me lembro de todos os detalhes. Lembro-me do precipício, da queda e da vontade que tinha e tenho de não sair magoada de tudo isto. É o que eu (te) peço. Não me deixes despentear ou cair ou produzir uma lágrima que seja. Por favor.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Adoro os meus dias, adoro. E hoje é dia 13.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Ando há quase quinze dias sem escrever uma letra que seja aqui, no meu cantinho. É triste, sim, e confesso que já tinha saudades e que estava a precisar. Não que alguma coisa tenha corrida mal ultimamente ou que esteja menos bem, não, felizmente não. Está tudo tão tão bem, é incrível. Sou a pessoa mais feliz do mundo, sou mesmo. E espero continuar a ser por muito tempo.

I ♥ B

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A física ainda não foi hoje. É bem.
Sim, também reparei nisso: não falei sobre como correu o dia dos anos. Vou só dizer que foi o melhor até agora
Pela primeira vez na minha vida ando a ler dois livros ao mesmo tempo. Por acaso o assunto base é o mesmo - a Igreja e Deus -, mas os pontos de vista dos autores e das personagens envolvidas nas histórias são bastante diferentes. Estou a adorar tantos os Anjos e Demónios, do Dan Brown, como A Cabana, de WM. Paul Young. 
Bem, e para além desta dupla tarefa, tenho as minhas cordas à espera de serem usadas para produzir lindas melodias (daqui a 10 anos, vá) e os problemas de física à espera de soluções (tem que ser hoje, ou amanhã, no máximo, antes que a minha sanidade mental chegue ao estado líquido e escorregue por mim a abaixo, deixando-me ainda mais parva). 
E é só. E já tenho 16 anos e não a mentir.
Já agora, feliz dia das mentiras. 

quarta-feira, 31 de março de 2010

E sinto-me igual. Mesmo com mais um ano.