Tenho um cansaço perpétuo colado ao corpo, à cabeça e ao coração. A escola está cada vez mais cansativa, é desde testes a relatórios a fichas e trabalhos disto e daquilo e a Tabela Periódica que me anda a meter nervos porque ora percebo, ora não percebo. Parecendo que não, cansa.
Quando a nossa profissão é conseguir reter o máximo de informação possível, é estritamente necessário boas noites de sono, tranquilo, ou seja, umas horas - poucas - em que se consiga relaxar e limpar a cabeça de assuntos menos importantes. Resumindo, é preciso descansar de 8 a 10 horas por noite, coisa que eu não faço há um mês e tal. Nota-se bastante. É a minha boa disposição e os cafés diários mais a falta de concentração e a quantidade de vezes - que aumentou exponencialmente - que olho para o relógio durante uma aula de 90 minutos.
Cá em casa tudo é da opinião que eu tenho que dormir mais e que tenho que me deitar mais cedo (e que devia estar, neste preciso momento a estudar - "vou já!"). Bom, mas isto é só uma amostra, a amostra mais importante, sim, claro. Mas o resto também me afecta bastante, não deveria mas afecta.
Sinceramente acho que estou "a melhorar". Nunca estive doente, mas andava um bocado viciada e a alimentar esperanças. Já não vou cair nessa outra vez - espero. Agora, acredito que tudo ficará bem, e que nessa altura não me sentirei curada, mas terei a ilusão de que nunca existiu nenhuma ferida. Só já estou há espera desse dia, e até lá vou ser eu própria, acreditar em mim, ouvir a música que gosto, sair com quem gosto e ignorar o que me perturba.
Por muito auto-controlo que tenha, vou sempre pisar a linha, na medida em que penso no que não devo. Mas o dever ou o que acho correcto é muito relativo. E este tipo de "assuntos proibidos", por vezes acalmam-me e levam-me a constatar que já fui muito mais feliz, mas que também já estive muito mais perdida do que agora.
É só uma questão de tempo e força de vontade até que tudo desapareça de vez, tenho a certeza.