A minha foto
"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos."

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Sinto-me perdida como se tivesse caído num buraco, como se tivesse cortado o meu fio condutor, como se, a partir de agora não conseguisse amar, nunca mais como antes.

"Tonight will be the night
That I will fall for you
Over again
Don't make me change my mind
Or I won't live to see another day
I swear it's true
Because a boy like you
Is impossible to find
You're impossible to find"
 "Quem diz que é impossível uma mulher ter bons amigos homens? (...) Eles fazem parte do meu património emocional. (...) A amizade entre sexos não é evidente, mas é possível. Tem regras de ouro que devem ser respeitadas. Deve ser sincera, sem cerimónias e completamente a preto e branco, para que tudo seja claro e sem ambiguidades. Não há outra forma. Se um dos lados quiser colorir o cenário, corre o risco de estragar tudo. Deve ser como um filme mudo: nunca é preciso dizer tudo e as cores nunca se alteram, nem mesmo quando a película é restaurada. É o chamado preto no branco, agora e sempre, sem preço nem prazo de validade. E (...) como se lida com a atracção física quase sempre inerente a uma relação onde existem pontos de vista em comum, proximidade e intimidade? A resposta é simples: com bom senso e disciplina. Os peixes é que comem tudo o que se lhes atira para o aquário. Segundo a teoria da evolução de Darwin, já largámos as escamas há demasiado tempo para sermos assim tão básicos. Se a regra do preto no branco é quebrada, então não estamos a falar de uma verdadeira amizade."

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Há mesmo males que vêm por bem, mesmo. É tão bom ouvir a tua voz, saber que estás bem, saber que te lembras de mim, de vez em quando, saber que sabes que eu estou sempre aqui para ti.
É mesmo bom. Obrigada.
Gosto da expressão “escrever nas entrelinhas”; gosto do seu carácter íntimo e pouco perceptível; gosto que me digam que sou subjectiva, que me tento exprimir através de sinónimos e contrários; gosto que não me percebam. Esta última agora foi estranha, mas é verdade, nunca gostei. Prefiro sentir-me isolada com a minha consciência a que me conheçam sem ser preciso palavras. Quando isto acontece transfiguro-me e passo a ser transparente. Não é uma sensação agradável, primeiro é a vulnerabilidade a atacar-me e depois a capacidade de adaptação a aumentar.
Poucas pessoas me conseguem “encontrar” quando eu me tento “esconder” em entrelinhas. Quem consegue fica capacitado para interpretar as expressões do meu rosto quando algo se passa, ou quando não se passa, também. Basta um sorriso a menos e, no intervalo seguinte, indirectamente, sou sujeitada a responder a perguntas do género “O que se passa? O que é que ele fez?”; é típico e eu já estou habituada.
Quem me dera conseguir “viver” sempre nas entrelinhas, era tudo mais fácil. Poderia dizer sim à amizade e não a tudo o resto, mas não estaria a mentir a mim própria pois, nas entrelinhas tornaria “evidente” o contrário.
Quando chove fico confusa das ideias exteriormente, porque interiormente, encaro a chuva como um catalisador de reacções de limpeza.
A situação agora parece-me mais controlada, no entanto, não me sinto bem com a minha consciência. Provavelmente ainda não saí inteira disto. Devo ter deixado o coração para trás.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Ele levantou-se, puxou a cadeira para junto da dela e disse:
- Ainda gostas de mim?
Ela, levantando os olhos do livro que andava a ler há semanas, respondeu:
- Este livro é bom. Tens que ler.
- Maria, estou a falar a sério contigo. Precisava de saber...
- Mas porquê? O que é que isso interessa agora? - interrogou ela, mais como uma pergunta interior, dirigida à sua magoada consciência que ainda chorava devido aos estragos que alguém (ele), um dia, havia provocado no seu coração.
- Sempre interessou, mesmo quando eu te disse que não.
- Eu... não, não gosto. Já acabou.
- E se eu te pedisse para voltarmos, como antes...
- Antes? Antes do quê? Antes de me deixares perdida e a culpar-me por tudo, pelo bem e pelo mal; antes de inventares a história "vou afastar-me para que consigas esquecer-me mais facilmente"; antes de tocarmos no fundo (eu principalmente)? É isso que estás a querer dizer?
- Eu amo-te.
- E eu a ti.
- Então fica comigo, para sempre.
- Não. Não vou voltar a cair no mesmo erro. Eu amo-te e és o meu melhor amigo. Nunca me vou afastar de ti, mas o limite da amizade nunca mais vai ser ultrapassado, não contigo.
- Maria...
- Não consigo, desculpa.
Ele, desfeito, pediu-lhe um abraço. Durou muito tempo. O quanto ele adorava o cheiro dos caracóis dela. Poderia ficar ali para sempre, protegido do mundo.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Devia continuar a escrita criativa (iniciada no dia 17/02), mas não me apetece, sinceramente, não me apetece. Apesar desta recente falta de imaginação, achei por bem vir aqui deixar qualquer coisa escrita. Além disto, faço questão porque hoje me sinto bem. Há quanto tempo é que não dizia isto? Bom, acho que aqui nunca o tinha escrito, pelo menos não assim tão verdadeiramente.

(A natação dever ter-me despertado para o lado bom da vida, lol.)

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Espero que a amizade me/nos consuma de novo, que encha de amor cada poro da minha pele; quero que me ilumine, que elimine os meus medos e inseguranças. Quero ser feliz. Quero poder dizer que és o meu melhor amigo, poder dizer que te amo, poder preocupar-me contigo sem parecer ter segundas intenções; poder abraçar-te e dizer que tenho saudades. Porque tenho e sinto a tua falta. Gostava que me ligasses dia sim dia sim, todos os dias e várias vezes por dia. Quero partilhar a minha vida contigo, e queria pedir-te, com jeitinho, se me deixas fazer parte da tua. Diz que sim, diz que queres.
É só disto que eu preciso.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

"I miss you, everyday and every night. You're my base, my drug, my friend, my watch, my shoes, and my lips. I love you so much."

(li algures e gostei do que li, algures)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Para a P.

Em relação ao teu último comentário: não vale a pena esconder-te nada, já me conheces. O que ainda existe é pequeno, comparado com o que existia inicialmente, o que é bom. Prefiro acreditar e concentrar-me na ideia de que desapareceu totalmente, porque assim é o que acabará por acontecer. E é tudo o que eu quero.
Ontem tive a prova de que é aquilo que eu preciso - amizade, uma das melhores que eu tenho e que não posso perder -, todas as brincadeiras e conversas sem que ele se preocupe se me magoa ou não. Obrigada por teres estado sempre aqui, para mim e para ele. Também gosto muito de ti.
"Nem sabes o quão aliviado estou (...)"

Eu também Miguel, eu também. Podes dizer que não vale a pena, mas eu acho que vale; tens tido muita paciência comigo, e eu sei que não sou propriamente uma pessoa fácil; sei que também sofreste um bocado com esta história toda. Queria agradecer-te, por tudo, pelos bons momentos que eu nunca vou esquecer, e pelos maus que sei que me ajudaram a crescer - tu ajudaste-me a crescer.
Gosto que saibas que continuas a ser muito importante para mim, és dos melhores. Não te quero perder nunca.

Voltei.
M: Eu nao tenho vergonha, juro-te. Não é vergonha. Só gostava de ter sido eu a mostrar-lhe.
(...)
P: ... estás a complicar.
M: Eu sei, eu sei... Ai (...), ele é dos meus melhores amigos.
P: ... se ele é o teu melhor amigo, tu és a pior amiga de ti própria.
M: Tens razão, tens sempre. Obrigada por tudo. Sabes que gosto muito de ti.
P: Eu sei. Eu tambem minha Margarida. Imenso.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Ok, a minha escrita criativa vai (re)começar:

Era Fevereiro e estava tanta frio que não me apetecia levar da cama. Quando estamos assim enroladinhos nos lençóis o tempo passa de uma maneira estranha, pelo que nesse dia nem me apercebi bem o que aconteceu. Estava a chover e o vento batia com força na minha janela, fazendo-a gritar de frio. Eu, egoísta, deixei-me estar sossegada a pensar. Tinha tanta coisa planeada para esse dia, mas ainda era tão cedo... Quando deixo que os meus dias se encham de tantos afazeres, sinto sempre pré-ansiedade, nervoso miudinho o que me estraga a cabeça com uma semana de antecedência. Nem quieta conseguia estar e já nem sabia qual o lado da almofada que mais gostava - direito, sempre. Pensei em levantar-me quatro vezes seguidas mas sem sucesso aparente; até que sim, desisti e pensei "Ganhaste, aqui vou eu!". Calcei as pantufas mais quentes que alguma vez ousaram pisar os meus tapetes e fui abrir um bocadinho a janela. Encostei a pontinha do nariz ao vidro e respirei; imediatamente tudo ficou molhado, quente em contraste com o que se passava lá fora. "Ainda neva e é desta que visto o meu casaco impermeável novo.", pensei. Dei um passo para trás e fiquei sentada na minha cama a observar o bonito dia - eu gosto de dias assim, de chuva, transmitem-me calma - que se vivia lá fora. O tempo continuava a passar devagar; quando olhei para o relógio eram já nove e meia. Tinha combinado ir beber café com o E. às onze. "Ok, ainda não estou atrasada, milagre."
Ultimamente, estes momentos de reflecção repetiam-se diariamente e por vezes até mais que isso. Sabiam-me bem, quase tão bem como quando o E. me abraçava e me sussurava ao ouvido "Amo-te.".
Era dia catorze de Fevereiro, o tão famoso dia de São Valentim - o piroso dia dos namorados. Discordo desta tradição parva. O dia dos namorados devia ser todos os dias, e é, pelo menos para mim é. Para mim e para alguém que ama a sério, e que tem, como objectivo de vida, fazer o outro feliz; tão ou mais feliz do que a si próprio.
A seguir ao duche, acontecia mais um episódio da série "O que vestir hoje?". Eu era viciada neste série infelizmente. É um problema só meu, ou ninguém sabe o que vestir de manhã? Que drama. Claro que acabei por em decidir, como acontecia todos os dias. Naquela manhã decidi-me por umas calças de ganga azul justas e por uma camisola de gola alta branca, como a neve; as botas e o casaco pretos e a mala do costume. Peguei na chave e entrei no elevador.
Olhei-me ao espelho e pensei "Até aqui tudo muito bem."
À medida que o elevador descia em direcção à base do edifício, um mau pressentimento começou a assolar-me o espiríto; e foi então que...

... continua.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

"And I don't want the world to see me
Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am"


É tão bom estar de volta. Obrigada a todos os que não me deixaram cair e me abriram sempre os abraços e tiveram paciência para mim. Obrigada. É nas piores alturas que se vê quem são os verdadeiros amigos e com quem podemos realmente contar.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

P: Não acredito que baixaste os braços, não estou. Pensei que nao ias desistir .
M: Não estou a desistir. Estou a fazer o que é melhor para mim. Já não tenho esperança, nem coração, por isso, não. Acabou. Vou continuar a ser amiga dele, muito. Mas não mais que isso.
P: ... mas gostas dele .
M: Já não.
(...)
P: Estou contigo.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Pode acontecer tudo; por mim já não me faz diferença. Depois de ontem estou pronta para tudo. Um treino intensivo de oito meses tinha que valer alguma coisa. Os resultados estão à vista e são, essencialmente, representados pela força, indiferença e desprezo que aprendi a ter por assuntos relacionados com factos que me magoam, que me fazem chorar e que me fazem perder o controlo... Isso acabou; não vai voltar a acontecer, tenho certeza.
Já me conheço bem ao ponto de saber o que me acalma. Sei que não é o melhor e que faz mal, mas tu também me fazes muito mal e eu "consumi-te" tempo demais. Além disto, sou uma sortuda porque tenho quem tenha paciência para mim, sempre. Já não sei como agradecer João, por todas as palavras e todas as vezes que me abriste os olhos e me abraçaste, e por não me deixares chorar "por quem não te merece, aquele parvo!", obrigada. Prometo-te que nunca mais me vais ver assim.
O que interessa é que acabou (ou vai acabar) e eu vou sair limpa disto tudo e o limite da amizade nunca mais vai ser ultrapassado, não contigo Miguel, nunca mais.
Só quero que sejas feliz (e eu também).

sábado, 13 de fevereiro de 2010

"(...) reflectir sobre o amor que sentimos ou acerca do objecto amado que todos os medos e todas as dúvidas se começam a levantar. Talvez o melhor seja não pensar no assunto e deixar correr. O amor é como uma erva daninha; se não lhe mexermos, crescerá selvagem; se o esmiuçarmos, corremos o risco de o matar.
O amor é quase tudo, por isso mais vale vivê-lo do que escrever sobre ele." - Se me deixassem...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Dois instrumentos que se completam; uma relação de cumplicidade tal que durante a melodia de um, o acompanhamento do outro é previsível, e sem errar uma única nota executam uma dança sem fim, capaz de encher o coração por mais uma semana de distância.
Risos e tu e a amizade a voltar - finalmente. Amo-te.
E finalmente posso dizer que tenho uns dias de descanço para me dedicar ao meu bloguezinho e ao meus hobbies televisivos, hum... Estou mesmo contente. As coisas estão-se a recompor, sabes?, o meu bichinho já foi hoje à escola, o teste correu-me bem +/-, já me safei de uma noite de "festa" de carnaval, mas vou amanhã, com uma boa companhia (estou a fazer muita força!).

Preciso de falar sobre isto.
"Tens pensado muito sobre aquele assunto?"
Sobre ti? Não tenho pensado muito, quer dizer, ainda agora pensei quando falei na boa companhia, mas vamos fingir que ninguém reparou. Já te disse que agora é de vez e vou conseguir. Não sou pessoa de desistir, ou melhor, não era. Tu mudaste-me em tantos aspectos que não me admirava nada que este fosse um deles, mas acho que não. Voltei à carga, o gráfico da minha vida teve um recaída, manteve-se constante bem lá no fundo e agora está a abastecer-se para iniciar uma vertiginosa escala até ao topo, até ao "antes". Não existindo a opção de replay terei que tentar aquela que ninguém quer, a opção que mais dói e que  mais trabalho dá, sinónima de começar de novo.
"E vais conseguir, certo? Não quero que continues assim. Quero a Margarida de volta, a Margarida que eu amei e de quem continuo a gostar muito. Quero ver-te realmente feliz, como dantes."
Mas eu sou feliz.
"A mim não me enganas, nunca enganaste. Sei que te continua a doer tanto ou mais como há oito meses, nota-se nos teus olhos e no teu sorriso que nunca mais foi realmente teu."
Isto passa. Se tiver a certeza de que estás bem e feliz eu também estarei. Preocupa-te em ser feliz porque eu também o serei.
"Quero que saibas que eu vou estar sempre aqui contigo, sempre."
Eu amo-te.
"Anda cá..." E abraçou-me e sussurou: "E eu a ti, muito."

Não vale a pena dizer mais nada. Eu um dia vou ficar curada e conseguir cicatrizar tudo isto.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Tenho um cansaço perpétuo colado ao corpo, à cabeça e ao coração. A escola está cada vez mais cansativa, é desde testes a relatórios a fichas e trabalhos disto e daquilo e a Tabela Periódica que me anda a meter nervos porque ora percebo, ora não percebo. Parecendo que não, cansa.
Quando a nossa profissão é conseguir reter o máximo de informação possível, é estritamente necessário boas noites de sono, tranquilo, ou seja, umas horas - poucas - em que se consiga relaxar e limpar a cabeça de assuntos menos importantes. Resumindo, é preciso descansar de 8 a 10 horas por noite, coisa que eu não faço há um mês e tal. Nota-se bastante. É a minha boa disposição e  os cafés diários mais a falta de concentração e a quantidade de vezes - que aumentou exponencialmente - que olho para o relógio durante uma aula de 90 minutos.
Cá em casa tudo é da opinião que eu tenho que dormir mais e que tenho que me deitar mais cedo (e que devia estar, neste preciso momento a estudar - "vou já!"). Bom, mas isto é só uma amostra, a amostra mais importante, sim, claro. Mas o resto também me afecta bastante, não deveria mas afecta.
Sinceramente acho que estou "a melhorar". Nunca estive doente, mas andava um bocado viciada e a alimentar esperanças. Já não vou cair nessa outra vez - espero. Agora, acredito que tudo ficará bem, e que nessa altura não me sentirei curada, mas terei a ilusão de que nunca existiu nenhuma ferida. Só já estou há espera desse dia, e até lá vou ser eu própria, acreditar em mim, ouvir a música que gosto, sair com quem gosto e ignorar o que me perturba.
Por muito auto-controlo que tenha, vou sempre pisar a linha, na medida em que penso no que não devo. Mas o dever ou o que acho correcto é muito relativo. E este tipo de "assuntos proibidos", por vezes acalmam-me e levam-me a constatar que já fui muito mais feliz, mas que também já estive muito mais perdida do que agora. 
É só uma questão de tempo e força de vontade até que tudo desapareça de vez, tenho a certeza.