Será que o amor não tem em conta as acções do outro das quais não gostamos por aí além? Podemos dizer que o amor é entre pessoas e não entre gostos, mas sinceramente não concordo muito com isso. Na minha opinião quando duas pessoas se auto-intitulam namorados a tolerância terá que ser a palavra-chave de todos dos dias. No entanto, nem sempre é possível que tal aconteça. E é normal que assim seja visto que ninguém é perfeito e ninguém encaixa perfeitamente na personalidade do outro. Há excepções, por vezes meramente aparentes em que consideramos que duas pessoas foram feitas uma para a outra; qual é a parte real disto? Posso estar a ser muito pouco realista, mas, neste momento é como encaro a essência das relações entre pessoas. É um mundo bastante complexo, devo dizer. Mesmo assim, acho que quem gosta/ama alguém não tem que suportar tudo e mais alguma coisa por amor; deverá, se achar necessário expor as suas próprias ideias e argumentar. Se não for assim poderemos tomar uma relação como sinónimo de censura ou de prisão. As ideias, gostos e vontades pessoais, tal como o nome indica, são pessoais. Mas quem nos impede de partilhá-las com aqueles que amamos? Não é esta partilha que me intriga. É apenas um dos três possíveis resultados da mesma, o desacordo entre os dois. Mesmo com uma forte amizade e um grande amor como base, o confronto de ideias acontece e é saudável que assim seja. Sei que há zangas que duram para sempre e pergunto-me muitas vezes se foi o amor que se acabou ou se foi a teimosia que venceu? Será que actos estúpidos, pouco lógicos, recheados de teimosia podem acabar com um amor/amizade que foi construído/a meticulosamente? Espero sinceramente que não.
(Tenho medo da primeira zanga.)
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