Por vezes sinto-te a fugir; não no sentido literal da palavra, mas num muito parecido. Parece que te afastas, talvez não de maneira intencional, mas eu sinto-te cada vez mais distante... Cá no fundo até sei que estás a brincar comigo, ou pura e simplesmente a ser normal e eu estou a fazer filmes. Se soubesses o que essas brincadeiras causam cá dentro... Cada vez que isto acontece a minha cabeça prepara a defesa, remete-se para um posição de espera, à espera do pior, à espera do não e das lágrimas... Como já aconteceu antes e para o qual não me preparei, visto que confiava cegamente num amor que não existia. Caí, redonda, no chão; e doeu tanto que ainda hoje tenho as cicatrizes das maiores feridas fiz, em mim. Tenho muito medo, B, muito. Não é falta de confiança em ti, é falta de confiança em mim e na minha capacidade de suportar mais uma investida mortal, daquelas em que a frase habitual é "não quero estragar a nossa amizade". Eu também não a quero estragar, só quero, com ela, preservar tudo o resto que até então construímos.
O que de melhor tenho.
O que de melhor tenho.
Sem comentários:
Enviar um comentário