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"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos."

segunda-feira, 3 de maio de 2010

E quando não há nada a dizer? Quando a linguagem passou de palavras para gestos e emoções e arrepios pelas costas acima? Que é suposto fazer? Não sei. Não sou experiente e admito que nunca tinha passado por isto, não desta maneira (perfeita). Sinto-me perdida e sem saber o que fazer, muitas vezes; mais do que aquelas que gostaria. Mas é bom, no fundo é bom. O desconhecido é bom quando nos podemos gabar de ter alguém por perto, de mão dada connosco que nos mostra o caminho e a certa altura nos diz: "Olha, olha aquela estrela tão bonita. Não te ganha, mas temos que admitir que é bonita." O negro da noite sofre uma mudança paralela àquela que acontece interiormente, no coração, e ambos se enchem de luz, como se o dia fosse nascer da noite e o amor do peito. Por vezes, a mão que nos conduz prefere segurar-nos pelos ombros; talvez para não cairmos ou para não nos esquecermos da sua presença no palco da nossa vida. Sim, porque agora, faz parte. Apesar de ter a certeza que tenho os pés na Terra e que os meus dias fazem parte da realidade, não consigo sequer completar a ideia de que sou a mesma que há uns meses não se conhecia, que punha em causa tudo o que era (e é) por causa de sentimentos (e pessoas). Não. Agora é bem melhor. Sou quem sou e sinto que é assim que faço cá falta; arrisco a dizer que não podia ser de outra maneira. 

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