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"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos."

sábado, 24 de abril de 2010

Não consegui cumprir a promessa referida anteriormente por dois motivos; primeiro porque precisava urgentemente de tomar banho e porque ia ter ensaio; e quando cheguei do dito ensaio estava um bocado morta, mental e fisicamente, digamos. Está então justificada a falta de ontem. 
Bem, quanto ao livro, foi o melhor. Adorei. Claro que esperava outro desfecho, outras revelações, mas enfim, gostei bastante. E vou voltar a lê-lo, talvez no verão, não sei.
Hoje estou estranha, não me sinto eu e nem sei se isso é possível no mundo real ao qual pertencemos. Mas é a sério. Estou mole, no sentido literal da palavra. E não me apetece mudar. Em vez de ter acordado cedo, devia ter ficado na cama e depois experimentar o sofá e ver séries até ter fome, e depois comia e voltava ao mesmo. Perfect. Mas não pode ser. Ai, é pena. 
Hoje estou cheia de assuntos diferentes, atenção (nenhum verdadeiramente interessante, mas vá). Agora já não é bem um assunto, é mais uma pergunta. Ando rebelde? Já me disseram isto vezes sem conta, mas eu só sinto que estou a crescer, a deixar de ser a Margarida aborrecida de há 16 anos. Não me quero perder, mas quero ser arriscada (o suficiente), coerente, adolescente, quero viver o que há para viver. Isto é ser rebelde? Não. É ser diferente do que eu tenho sido até agora. Mas nem é uma diferença assim tão grande, a sério. Só sinto que agora tem que ser assim. Quando uma pessoa é tão certinha que cumpre as regras afincadamente torna-se previsível e eu não gosto disso, aliás odeio de morte. Não gosto que saibam o que eu estou a pensar, muito menos que antecipem as minhas acções ou frases. Para me irritares, já sabes. Não sou rebelde!, e ponto final. 
Estou a ficar com sono e o meu pijama tem saudades minhas, ah, sim? A minha cama também. Acabou de me chamar agora mesmo. (Eu sei que não tenho graça, mas os desabafos são assim mesmo.)
Obrigada pelos 15 minutos de hoje B, e desculpa ser como sou. 

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