Os dias até têm sido estranhamente normais e bons, sim bons. Uma pessoa, mesmo que muito magoada consegue arranjar força, por vezes, nos locais menos prováveis. Há amizades que se criam, fortes amizades, à custa desta constante busca de força, de felicidade, de sorrisos e abraços. A minha Laurinha sabe disso muito bem e também sabe que eu estou a começar a gostar muito dela, muito. O Mundo não pára mesmo quando o nosso sistema aberto se desmembra por completo e nos deixa a pairar no meio do nada, no meio do tudo, das memórias do antes e das perguntas do futuro.
"Ainda continuas a querer voltar?" Claro. Por muito auto-controlo e capacidade de elasticidade que tenho agora e que vou continuar a construir, vou querer sempre regressar ao meu lugar, ao lugar onde fui feliz.
É um bocado o tempo psicológico, a que eu me refiro (matéria que sai amanhã no teste de Português e está na hora das revisões, yuuupiiii) na maioria dos casos. Gostava de saber o que sentes, depois de tanto tempo, depois de tanta coisa, depois de outras. Às vezes penso nisso, não devia, mas penso.
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