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"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos."

terça-feira, 30 de março de 2010

A aproximação foi rápida, relativamente rápida, comparada com a de outros e outras. Bem, mas claro que existiam casos em que este género de acontecimentos ocorria no fim-de-semana a seguir à quinta-feira em que se haviam conhecido. É bem verdade que a sociedade de hoje em dia já não encaixa nos ideais modelo pensados e propostos há séculos atrás. Nem em metade. Já tudo é diferente, incluindo o amor. Para onde foram as cartas de amor, as serenatas, os beijos na cara que faziam um coração disparar? Onde estão as tardes ao sol a conversar e a comparar gostos e interesses? Onde estão os meses necessários para que alguém fique perfeitamente consciente do que quer e de quem quer? Porque se perdeu tudo isto? Porque é que agora se experimenta e se deita fora e se torna a experimentar? Tornámo-nos embalagens reutilizáveis? Qual o porquê de todas estas mudanças? O amor não é igual? Não é o mesmo? Não vem do mesmo sítio?
Bem, sinceramente, penso que nada disto é bom. Nada do que se perdeu é prescindível e daqui a uns tempos, senão já, a sua falta fazer-se-á notar em todas as relações que serão (quase) digitais e que conseguirão sobreviver através de um meio qualquer de comunicação. É triste que assim seja, mas eu continuo a achar indispensável um bom abraço e manter a mão aconchegada nas de quem mais gosto

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