Tenho os batimentos do coração ritmados e contados, tal como os batimentos de uma bola de basket, para cima e para baixo, as vezes que forem precisas para se realizar o objectivo. O coração é igual, bate até ser preciso. É preciso aproveitar cada batimento como se fosse o último. E no entanto, logicamente, não abusar da sorte ou das possiblidades, porque um dia, ontem por exemplo, vemos o nosso mundo andar para trás. Basta menos de um minuto para nos atormentar e perseguir durante dias, semanas. Ventos, fogo, água, quaisquer forças da Natureza que impõe o seu poder a nós, inclinos forçados e mal agradecidos. É uma realidade e são imprevisíveis, porém existem comportamentos e medidas a tomar para que os estragos ou as consequências negativas sejam minimizados. Sinceramente, e falo na primeira pessoa, porque apesar de não estar no meio "daquilo" vi tudo, como se fosse um filme através da janela. Foi assustador e fiquei com medo, muito medo. Vi a vida passar-me ao lado como um filme a alta-velocidade com partes brancas, partes brancas essas que eu pretendo ainda colorir nos restantes anos da minha vida, com risos, abraços, beijos, amizades, realizações... Todos temos ainda muito para dar, indubitavelmente, bom ou mau, mas temos. E é esse o lema para os novos dias que nos serão apresentados.
"Quem me dera que tudo voltasse, hum... há uns meses, sim. Faria tudo igual, mas com mais força e empenho. Como se fosse o último beijo, o último abraço, a última noite..." 29-12
É assustador pensar que daqui a dois trimestre, mais ou menos, os meus tempos de pura felicidade completam um ano de saudade. É a verdade com que vivo todos os dias. Sem o apoio e o colo dos meus amigos teriam sido catastroficamente pior. Obrigada.
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