Já estamos em 2010 há mais de vinte e quatro horas e sinto-me estranha, como que se as "mudanças" me tivessem passado ao lado, reflectindo-se e refractando-se. É, como todos os outros, um ano igual aos seus precedentes, no entanto terá momentos bons e maus, novos e já gastos pela chuva e pelo sol. Este tipo de interpretação não me faz sentido algum, cá dentro, parece-me um prespectiva realista demais para a minha cabeça totalmente ligada ao coração. Para mim, e estou a falar com 364 dias de antecipação, acho que será um ano marcado por ser o pós-2009, porque 2009 sim, 2009 marcou-me muito e para sempre. Esta é a minha maneira de olhar para os próximos meses que aí vêm, a correr. (Ou então, um dia, inesperadamente como aconteceu naquela altura, tudo muda, tudo se torna muito melhor e eu passo relembrar não só 2009, mas também 2010 e tudo o que se seguirá.) Por momentos passei pelo sono, pois o impossível só o vivemos em sonhos. Peço desculpa.
Agora, vou ser realista (pelo menos vou tentar). O meu ano não começou da melhor maneira, não. Apesar de eu estar bem, fisicamente, problemas surgiram como consequência da noite de passagem de ano. E não estou a falar de mim. São os tais problemas das pessoas mais chegadas (mesmo não sendo da mesma famíla) que nos magoam tanto como se fossem os nossos. De momento é essa a minha realidade. Sei, conscientemente que não poderia fazer nada para o evitar. Eu estava longe (30 quilómetros, possivelmente). No entanto, a culpa vai-se apoderando de mim de vez em quando. Não sei que dizer mais e não sei como ajudar, faltam-me as forças mais vezes do que aquilo que gostaria. Quem me dera esquecer-me de mim (totalmente) e conseguir fazê-lo sorrir outra vez. É o meu melhor amigo e parte-me o coração vê-lo assim, além de que me faz lembrar toda a minha história, apesar de ter poucas semelhanças. Preciso de lhe dar um abraço e tenho a certeza que ele precisa que eu lho dê.
Lembro-me que escrevi qualquer coisa sobre este tipo de relações entre nós próprios e o mundo de pessoas que nos rodeia. "Estas ditas pessoas, as consideradas e chamadas mais importantes são o nível de energia mais próximo do meu núcleo – do meu “eu”. Muitas vezes são responsáveis pelo meu estado de espírito, pela minha forma de estar, pelo que estou a sentir no preciso momento em que estou a escrever. E tu sabes disso, afinal, como poderias não saber? Conheces-me melhor do que ninguém. Erros. Os erros dos conhecidos são minimizados pela distância que nos separa deles. Pode ser mais, menos, pouca ou muita. Podem errar e não nos magoar – apenas faz ricochete ou o assunto nem sequer nos inclui ou afecta. Quando mudamos o tema para os erros dos nossos melhores amigos o caso é completamente diferente. Uma palavra, um sorriso menos aberto, um abraço menos apertado, um “olá” mais tardio pode despertar a nossa cabeça e o nosso coração para realidades completamente erradas, na maioria dos casos. Podem ser verdade, mentira, meras especulações ou ilusões do afecto que sentimos e do bem que queremos às ditas pessoas. " 9-11
Continuo a acreditar nisto e ontem tive a prova. (Foi por isso que não vim escrever. Depois de saber as lágrimas não pararam e foi dificil...)
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