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"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos."

sábado, 16 de janeiro de 2010

Há dias tão cheios e outros tão vazios ou então meio-cheios. É o que mais me magoa, os dias não terem energia, nem risos, nem abraços, nem serem marcantes o suficiente para nos lembrarmos deles uma semana depois. No entanto, há dias que nunca mais se esquecem, mesmo depois de anos e anos.
Quem me dera que existisse uma borracha gigante que apagasse os dias que nos magoam de cada vez que nos lembramos do que vivemos e do que sentimos. Foi bom, sim, na altura foi. Mas depois, a coisa passa e acaba e a ferida fica aberta sem cura existente. E depois?! Bom, depois é aguentar, agarrarmo-nos ao que de melhor temos, - família e amigos - e seguir em frente de cabeça erguida e aguentando o ar frio e a chuva que ao tocarem na ferida aberta ardem, ardem como álcool na garganta, como a ponta de um cigarro na pele... A força tem que também ser suficientemente potente para segurar as lágrimas que teimam em cair quando menos queremos.
Quando conseguirmos dominar todos estes passos e nos conseguirmos tornar "intocáveis" e "indiferentes" a tudo e a todos está na altura de resistir aos sorrisos. A mim acontece-me frequente. Deixo cair a minha capa protectora por causa de um sorriso inocente, (e ele sorri com os olhos também, reparei nisso ontem, outra vez). Seguidamente vem a raiva. Raiva de nós próprios e de não conseguirmos sequer protegermo-nos de "agressões externas". Digo muitas vezes que o odeio. Não é ódio normal. Odeio-o por me fazer gostar (tanto) dele e por me fazer ficar vulnerável ao ponto de não me conseguir controlar.

É como uma droga, que tomada diariamente, ao fim de sete meses, já não faz efeito. Como que passa ao lado.

1 comentário:

Ana Félix disse...

Compreendo cada palavra que dizes porque também me sinto assim, mas tu és forte (até mais que eu) por isso tudo vai ficar bem é preciso paciência.