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"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos."

domingo, 10 de janeiro de 2010


É a segunda vez que isto me acontece. A Internet demorou milhões de anos a abrir, e quando finalmente consigo aqui entrar e olho para este polígono branco preparado para receber as minhas confissões, apago-me. Pura e simplesmente a minha cabeça voa e deixo de saber escrever, deixo de saber falar, deixo de pensar. É engraçado. É exactamente o que me acontece quando olho para os seus olhos. Fico vulnerável ao ponto de incentivar as suas brincadeiras de criança que, além de outros pormenores, têm como base o "gozar comigo" e o "chamar-me nomes". Eu devia, tipo, desligar e ignorá-lo. Foi assim que me ensinaram a fazer às crianças pequenas. Apesar de ele não ser nada pequeno, comporta-se como tal, em certas e determinadas situações, que, não obstante serem de crianças eu fico presa a ele, presa.
Pergunta: como é que isto me pode acontecer? Ou melhor, como é que posso parar isto e torná-lo indiferente para mim?
Resposta: Nunca vais conseguir isso, não enquanto o olhares nos olhos e sentires a possibilidade de tudo voltar ao que era. Sim, porque sabes que isso ainda é possível apesar de já não acreditares.
(Isto de falar comigo própria é sinal de quê mesmo? Não me lembro...)

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